Um pouco sobre mim

TL;DR

Paulistano da gema, pai de um lindo menino, das exatas desde a adolescência, 
engenheiro de software nos dias atuais.

Minha curiosidade sobre o funcionamento dos computadores começou lá atrás, quando o hard disk do meu primeiro computador simplesmente pifou. Eu tinha por volta de uns 12 anos e não conseguia aceitar que possivelmente, ali, no português que morava na mesma rua que eu, eu estava sendo passado para trás na hora de ter um orçamento do conserto.

Essa insatisfação em aceitar dogmas por falta de embasamento técnico talvez tenha se manifestado a primeira vez nesse dia, mas se agravou com algumas situações da minha tranquila juventude … Desde não entender o que acontecia quando eu precisava usar vários disquetes (!!!) para instalar um novo joguinho na minha máquina, passando pelos comandos sempre obscuros dos DOS (!!!) e por aí vai …

No curso técnico de Eletrotécnica - com base comum compartilhada com o curso de Eletrônica - eu tive o primeiro contato com os fundamentos da computação : sistemas de numeração, lógica booleana, portas lógicas, circuitos digitais, e afins. Mas ainda não era o suficiente, eu entendia como transformadores, motores e circuitos de potência, e mesmo CPUs simples funcionavam, mas não entendia como um computador realmente funcionava ainda …. Não no nível que eu gostaria …

Cursei Ciências da Computação no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP, em São Carlos. Durante os anos de graduação, finalmente consegui responder minhas dúvidas a respeito do funcionamento de computadores, dos mais simples aos mais complexos.

Finalmente eu fui capaz de compreender a separação entre software e hardware sob o seu ponto de vista de fundamento, e aprendi também que um dos papéis que eu poderia exercer no futuro seria o de colocar computadores para fazer aquilo que eu quero (sim amigos, eu era ingênuo nessa época, rsrs)

Durante a época da graduação eu não me via como um profissional da área técnica, por algum motivo. Pelo menos não no tocante a desenvolvimento de software. Talvez meu direcionamento inicial fosse mais para a linha de um analista de infra-estrutura, oportunidade que não surgiu (ou também eu não soube como procurar).

Ironias da vida ou não, construir software é que eu faço no meu dia-a-dia desde 2010, ao menos falando de atuação de mercado. Se pudermos contar a programação da máquinas industriais via CLP como uma espécie rudimentar de construção de software - se VHDL é programar… Por quê não? - são quase 20 anos de contato com situações nas quais um problema demanda uma solução técnica, e em geral, eu procuro entregá-la de uma maneira não necessariamente repetida ou pragmática.

Durante os anos entre curso técnico e o mercado de TI, eu trabalhei com muita coisa diferente. Fui trader de Magic The Gathering (em algum momento dos anos 2000 ou 2001 eu tinha todas as p9 uma Black Lotus de Beta), ajudante do meu pai no caminhão, eletricista, professor em escolas de informática, assistente na biblioteca do meu instituto na USP, desenvolvedor Web, desenvolvedor Mobile, instrutor, freelancer full-time, e talvez até outras coisas, cuja as memórias meu inconsciente me poupa.

De qualquer forma, a única coisa que eu não sou é um “gênio” da programação desde cedo; muito pelo contrário, somente na vida adulta eu compilei minha primeira linha de código, no primeiro semestre da universidade …

Hoje eu atuo como Engenheiro de Software e procuro retribuir um pouco do que aprendo com a comunidade de tecnologia. Gosto do sistema da JVM de forma geral, sou do team static em relação à linguagens de programação (por formação), gosto de IDEs (a Jetbrains me acostumou muito mal ….), acredito que um software engineer que não escreve testes de unidade não pode ser chamado de Senior, e procuro iterar a cada novo desafio no trabalho no sentido de fazer melhor que no desafio anterior.

Gosto muito do que faço, tenho uma personalidade bastante fora do convencional, ilustando para você como se estivéssemos em um bar : se eu ganhasse na Mega Sena uns milhões amanhã, eu realizaria meu sonho (atual), que é me dedicar a colocar computadores para resolver os problemas reais do homem, como a cura de doenças, a pesquisa de novos medicamentos, e outras áreas no campo da Bioinformática. Sou absolutamente deslumbrado por esse campo da Computação, e pretendo ingressar no mestrado nessa área em breve.

Por fim, sou pai de um lindo menino, que tem TDAH. Gosto de estudar um pouco filosofia, gosto de boa leitura em geral; gosto de filmes e séries selecionados, não gosto muito de games, sou alguém frugal (com exceção da minha máquina de trabalho), e eu me espanto com frequência sobre onde estou hoje, com base naquilo que passei ao longo dos últimos anos. A vida não é fácil para ninguém, e com certeza é mais díficil para uns do que para outros; tenho muito orgulho de ter traçado uma trajetória até aqui cuja relato pode inspirar meu filho um dia, e eventualmente, até outras pessoas.

Bira.